domingo, 17 de maio de 2020

Cará Moela ou Cará do ar


Plantamos está cara moela no corrimão da escada; ela cresceu, floresceu e frutificou magnífica- mente. Agora estamos esperando ficarem maduras para cozinhar. Elas vão bem com carnes, saladas cozidas e até mesmo puras no café da manhã.


sábado, 18 de setembro de 2010

Sustentabilidade

A Importância Do Cuidado Para A Continuação Da Espécie Humana

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O presente trabalho visa re-pensar a necessidade de cuidado da humanidade a partir da leitura da obra Saber Cuidar de Leonardo Boff. Para isso, foram escolhidos dois tópicos do livro pertinentes aos dias atuais: o cuidado e suas concretizações.

Nos dias de hoje, a iminência de uma 3ª Guerra Mundial faz-nos, cada vez mais, refletir a respeito da postura do homem diante da globalização, uma vez que as barreiras entre os povos ficaram mais estreitas e a comunicação, por outro lado, mais ampla. Com isso, as diferenças culturais são postas em discussão e comparadas, julgando-se ser esta ou aquela posição cultural a certa, ou melhor, a ideal.

Não podemos esquecer que a história mundial é constituída por guerras e intolerância e observa-se que quem tem muito impera e quem tem pouco morre: de fome, de frio, de gases tóxicos, de câncer, de aids, de dívidas. Assim, é preciso perceber a importância do cuidado na humanidade, pois, sem ele, a paz distanciar-se-á de todos e tornar-se-á utopia para sempre.

Dado o exposto, o seguinte trabalho propõe uma reflexão de todos nós, cidadãos do século XXI, para duas questões importantes: o que é cuidado e como concretizá-lo atualmente.
A Filologia Da Palavra Cuidado
A palavra cuidado apresenta várias derivações, contudo sempre terá a idéia de preocupação e inquietação por alguém. A pessoa que tem cuidado, tem amor e preocupação por algo ou por alguém. Do contrário, não há cuidado, há des-cuido.

É certo que cuidado possui duas significações básicas. A primeira, entendida como desvelo, ou seja, atenção para com o outro. A segunda, entendida como preocupação, pois a pessoa que cuida, preocupa-se e sente-se responsável pelo outro.

Assim como Leonardo Boff, em Saber Cuidar, também Antoine de Saint-Exupéry, em O Pequeno Príncipe, lembra-nos da importância do cuidado a partir do ato de cativar. Ao se cativar alguém, ganha-se sua simpatia, sua estima, seu querer bem. Em contrapartida, essa palavra dá origem a outra, nada simpática: cativeiro, que significa prisão, escravidão, sofrimento.

Dessa forma, faz-se mister re-ver e re-ler Saint-Exupéry:
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz -, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Tu és bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o principezinho. - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
(...)
- Eu procuro amigos. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo...
(...)
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
(...)
- Os homens esqueceram essa verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."
É importante ressaltar que o cuidado, como disse Boff, faz parte da vida do homem, uma vez que ele nunca deixará de amar e de se preocupar com alguém. Será isso verdade hoje? Os homens amam e preocupam-se com o mundo e com eles mesmos? Para respondermos esses questionamentos, é preciso lançar um olhar crítico às relações interpessoais no mundo.

Não podemos deixar de lembrar, antes de tudo, que alguns estudiosos derivam cuidado do latim coera, isto é, cura, sendo usado para traduzir relações de amor e de amizade que inspiram desvelo e preocupação com o objeto de carinho. Então, para analisarmos se há cuidado-cura, atualmente, é preciso entender todas as significações desse vocábulo: CUIDADO.

Assim, os questionamentos expostos serão respondidos na próxima parte deste trabalho junto com as possíveis concretizações do cuidado.
Concretizações Do Cuidado
No IX capítulo de Saber Cuidar, Boff apresenta uma série de questionamentos sobre as concretizações do cuidado e o primeiro é o cuidado com o planeta Terra. Nesse capítulo, dividido em dez partes, dois títulos destacam-se ao contexto dos dias atuais: cuidado com o nosso único planeta e cuidado com os pobres, oprimidos e excluídos, esses serão analisados.

É possível que os homens amem, no entanto qual é a natureza desse amor e quem é o ser amado? O mundo moderno caminha para o caos e só o cuidado pode impedir esse fim. Quanto mais tecnologia é desenvolvida, mais o individualismo se estabelece e com ele o descaso e o descuido. É preciso um cuidado especial ao nosso planeta, ao futuro da Terra.

Precisa-se reiterar que o autor sugere uma alfabetização ecológica, a partir da revisão de hábitos de consumo, desenvolvendo assim uma ética do cuidado. Para tanto, é importante ressaltar os nove princípios de sustentabilidade da Terra elaborados por vários setores, sob o título de Caring for the Earth 1991("Cuidando do Planeta Terra") que são:
i.                        Construir uma sociedade sustentável.
     ii.            Respeitar e cuidar da comunidade dos seres vivos.
  iii.            Melhorar a qualidade da vida humana.
   iv.            Conservar a vitalidade e a diversidade do planeta Terra.
     v.            Permanecer nos limites da capacidade de suporte do planeta Terra.
   vi.            Modificar atitudes e práticas pessoais.
vii.            Permitir que as comunidades cuidem de seu próprio meio-ambiente.
viii.            Gerar uma estrutura nacional para integrar desenvolvimento e conservação.
  ix.            Construir uma aliança global.
Compreende-se, então, que o cuidado com o nosso único planeta é necessário e, para isso ocorrer, é imprescindível que o cuidado perpasse todos o níveis, do individual ao coletivo, do nacional ao internacional, senão acabaremos com bilhões de anos terrenos.

Outro fator importante é o cuidado com os pobres, oprimidos e excluídos, já que se encontram à margem da sociedade, por causa de uma injusta divisão de bens materiais. À medida que a tecnologia avança, cruelmente, aumenta o número de excluídos, principalmente, nos países subdesenvolvidos em que a distribuição de renda sempre foi desigual.

É preciso considerar que para acabar com essa desigualdade, faz-se necessário um movimento de cima para baixo, ou seja, faz-se necessária uma política pública. Entretanto, não pode ser a política que vem sendo exercida, uma vez que essa apenas perpetua o estado de exclusão de uma grande camada da população.

Por outro lado, o autor sugere uma conscientização por parte dos excluídos para que eles, sim, tenham voz e vez de mudar o quadro de injustiças sociais. Precisa-se da libertação dos oprimidos por eles mesmos. A partir do cuidado com os pobres, oprimidos e excluídos, o planeta globalizado será, realmente, globalizante atento às necessidades básicas de cada cidadão, dando-lhes, enfim, subsídios de viver e não somente de sobreviver no nosso planeta. Ao contrário do que se pensa, não basta desenvolver o país com tecnologias de ponta (instrumentos high-tech), antes é preciso equilibrar as camadas sociais.

Portanto, voltemos, sempre que possível, às sábias palavras da raposa de Saint-Exupéry "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

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O NASCIMENTO DE UMA ÉTICA PLANETÁRIA


A base de toda construção ética, cujo campo é a prática, se baseia nesta pressuposição: a ética surge quando o outro emerge diante de nós.
O outro pode ser a pessoa mesma que se volta sobre si mesma, analisa a consciência, capta os apelos que nela se manifestam (ódio, compaixão, solidariedade, vontade de dominação ou de cooperação, sentido de responsabilidade) e se dá conta de seus atos e das conseqüências que deles derivam. O outro pode ser aquele que está à sua frente, homem ou mulher, criança, trabalhador, empresário, portador de HIV, negro etc. O outro pode ser plural, como uma comunidade, uma classe social, a sociedade como um todo, ou, numa perspectiva mais global, a natureza, o planeta Terra como Gaia e, em último termo, Deus.
Diante do outro, ninguém pode ficar indiferente. Tem que tomar posição. Mesmo não tomando posição, silenciando e mostrando-se indiferente, isto já é uma posição.
A ética surge a partir do modo como se estabelece a relação com estes diferentes tipos de outro. Pode fechar-se ou abrir-se ao outro, pode querer dominar o outro, pode entrar numa aliança com ele, pode negar o outro como alteridade, não o respeitando, mas incorporando-o, submetendo-o ou, simplesmente, destruindo-o.
De todas as formas, o outro representa uma proposta que reclama uma resposta. Deste confronto entre proposta e resposta surge a responsabilidade. Ao assumir minha responsabilidade ou demitir-me dela, faço de mim um ser ético. Dou-me conta da conseqüência de meus atos. Eles podem ser bons ou ruins para o outro e para mim.
O outro é determinante. Sem passar pelo outro (que pode ser eu mesmo), toda ética é antiética.
Não sem razão, todas as religiões e tradições éticas do Ocidente e do Oriente estabelecem como máxima fundadora do discurso ético: “Não faz ao outro o que não queres que façam a ti.” Ou positivamente: “Faz ao outro o que gostarias que fizessem a ti.” Ou ainda: “Cuidem-se uns aos outros para terem vida e garantirem o amor.” É a regra áurea.
E como o outro é o pobre e o excluído, o imperativo ético mínimo e urgente é este, bem formulado por Enrique Dussel, filósofo da libertação argentino: “Liberta o pobre e inclui o excluído.”
Apliquemos isto à nossa sociedade. Ela não é uma sociedade qualquer. Precisa ser qualificada: é uma sociedade predominantemente estruturada no modo de produção capitalista, quer dizer, privilegia o capital sobre o trabalho, privatiza os meios de produção e define, de forma desigual, o acesso aos bens necessários à vida: primeiro quem detém os meios de produção, depois os demais, deixando de fora quem não tem força social de pressão. São os excluídos, hoje perfazendo as grandes maiorias da humanidade, cujas vidas não têm sustentabilidade, vivem abaixo do nível de pobreza e, em conseqüência, morrem antes do tempo.
Este tipo de sociedade valoriza mais a competição que a cooperação e magnifica o indivíduo que constrói sozinho sua vida, seu bem-estar e seu destino, e não a sociedade e a comunidade dentro das quais, concretamente, o indivíduo sempre se encontra.
A sociedade neoliberal levou até as últimas conseqüências esta visão. Por isso, os governos administram desigualmente os bens públicos, privatizam, planejam políticas públicas e sociais pobres para os pobres e ricas para os ricos e poderosos, sejam indivíduos, empresas ou classes; atendem primeiramente a seus interesses, garantem seu tipo de consumo e são atentos às suas expectativas. Não os incentivam a olhar para os lados onde estão os outros e, assim, fazer e refazer continuamente a solidariedade social.
Tais governos não realizam a definição mínima de política, que é a busca comum do bem comum e o cuidado das coisas do povo. Por isso, são antiéticos e fautores de atitudes coletivas em contradição com os apelos éticos. Não se orientam pelo outro, que é o princípio fundador da ética básica. Não cuidam da vida, da vida das pessoas, da natureza e da Terra como superorganismo vivo, chamado de Gaia.
A sociedade mundial, hoje globalizada neste modelo antiético, promove a globalização como homogeneização: um só pensamento, um só modo de produção (o capitalista), um só tipo de mercado, uma só tipo de religião (o cristianismo), um só tipo de música (rock), um só tipo de comida (fast food), um só tipo de executivo, um só tipo de educação, um só tipo de língua (o inglês) etc.
Com a negação da alteridade, ou o seu submetimento ou destruição, a sociedade-mundo atual se coloca em contradição com a ética. Esta atitude perversa tem como conseqüência a má qualidade de vida atual em todos os âmbitos sociais, culturais e ambientais.
Esta atitude é tanto mais grave pelo fato de atingir o substrato físico-químico que possibilita a biosfera e o projeto planetário humano. Não respeita a Terra como o grande outro e como subjetividade. Reduz este superorganismo vivo a um baú inerte de recursos naturais, entregues ao bel-prazer humano. Violenta a alteridade dos ecossistemas, depredando seus recursos, ameaçando as espécies, envenenando os ares, poluindo os solos, contaminando as águas, como se estes representantes da comunidade terrenal não tivessem uma história mais ancestral que a nossa e nós não dependêssemos deles para a nossa própria vida.
O preceito ético-ecológico urgente, hoje, é este: “Age de tal maneira que tuas ações não sejam destrutivas da Casa Comum, a Terra, e de tudo o que nela vive e coexiste conosco.”
Ou: “Age de tal maneira que tua ação seja benfazeja a todos os seres, especialmente aos vivos.” Ou: “Age de tal maneira que permita que todas as coisas possam continuar a ser, a se reproduzir e a continuar a evoluir conosco.”
Ou então: “Usa e consome o que precisas com responsabilidade para que as coisas possam continuar a existir, atender às nossas necessidades e as das gerações futuras, de todos os demais seres vivos, que também, junto conosco, têm o direito de consumir e de viver.”
Ou ainda: “Cuida de tudo, porque o cuidado faz tudo durar muito mais tempo, protege e dá segurança.” Precisamos consumir para viver. Mas devemos consumir com responsabilidade e com solidariedade para com os outros, respeitando as coisas em sua alteridade e entrando em comunhão com elas, pois são nossos companheiros e companheiras na imensa aventura terrenal e cósmica.
Como se depreende, não é esta a ética que predomina. A ética vigente é predatória, irresponsável, individualista, perversa para com os outros, tratados com dissimetria e injustiça nos processos de produção, de distribuição e de compensação. Ela é cruel e sem piedade para com a grande maioria dos seres vivos, humanos e não humanos. Por fim, ela ameaça o futuro da biosfera e do projeto humano.
Para superarmos esta ética altamente destrutiva do futuro da humanidade e do planeta Terra, devemos partir de outra ótica. Só uma nova ótica pode gerar uma nova ética.
A nova ótica que está se difundindo um pouco por toda parte arranca de outra compreensão da realidade, fundada no conjunto de saberes que perfazem as ciências da Terra.
A tese de base desta ótica afirma que a lei suprema do universo é a da interdependência de todos com todos. Tudo está relacionado com tudo em todos os pontos e em todos os momentos. Ninguém vive fora da relação. Mesmo a lei de Darwin – a do triunfo do mais forte – se inscreve dentro dessa panrelacionalidade e solidariedade universal. Por causa das inter-retro-relações de todos com todos é que se garantiu a diversidade em todos os campos, particularmente a biodiversidade e o fato de todos podermos chegar ao ponto que atualmente chegamos.
Sobrevivemos graças às bilhões de células que interagem em nosso corpo e das bilhões de bactérias, mitocôndrias e outros corpos que vivem dentro dessas células, que por sua vez formam organismos, corpos, sistemas, interconectados com o meio natural e cósmico.
Esta cooperação de todos com todos funda uma nova ótica que, por sua vez, origina uma nova ética de convivência, cooperação, sinergia, solidariedade, de cuidado de uns com os outros e de comunhão de todos com todos e com a Terra, com a natureza e com seus ecossistemas. A partir desta ética nós nos contemos, submetemo-nos a restrições e valorizamos as renúncias em função dos outros e do todo.
Outro princípio básico, oriundo da biologia, também nos indica um caminho ético. Trata-se da importância do cuidado. Sem cuidado, a vida não sobrevive. Tudo o que fazemos vem acompanhado de cuidado, pois sem ele erramos, ofendemos e destruímos. A maior força que se opõe à entropia é o cuidado, pois ele permite que as coisas e as vidas durem mais tempo. O cuidado é uma relação amorosa para com a realidade; anula as desconfianças e confere sossego e paz a quem o recebe. Onde há cuidado, não há violência. E tudo o que amamos, também cuidamos.
A ética do cuidado se orienta na defesa da vida e das relações solidárias e pacíficas entre os seres humanos e com os demais seres da natureza. Como diz o poeta-cantador Milton Nascimento: “Há que se cuidar do broto para que a vida nos dê flor e fruto.”
Ou assumimos tal ética e sobre ela fundamos um novo pacto sociocósmico, como sugere claramente a Carta da Terra, assumida pela Unesco em março de 2000 e por inúmeras outras instituições nacionais e transnacionais, ou enfrentaremos grandes distúrbios que afetarão a humanidade e a vida sobre a nossa Terra. Assim como Gaia teve que suportar quinze grandes dizimações ao longo de sua história de mais de quatro bilhões de anos, e sempre sobreviveu e saiu enriquecida, também agora ela fará uma travessia que irá inaugurar uma nova era. Estamos convencidos de que essa era se fundará nos valores da cooperação, da solidariedade, do cuidado e da reverência. Nela vai emergir, seguramente, um outro tipo de ser humano, que acolherá suas origens terrenais – pois homem vem de humus – e entenderá a si mesmo como sendo a própria Terra que chegou ao momento de sentir, pensar, amar, venerar e responsabilizar-se pelo futuro comum: dos humanos, de todos os demais seres e de si própria como Terra, pátria e mátria de todos.
Uma nova história então começará, com certeza, mais cooperativa, humanitária, cuidadosa, ética e espiritual.
IN: L e o n a r d o B o f fDo Iceberg à Arca de Noé
O NASCIMENTO DE UMA ÉTICA PLANETÁRIA
Editora Garamond, Brasil, 2002, 160 páginas